A Operação Compliance Zero incluiu o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, entre seus alvos na nona fase da investigação. A ação, que mira políticos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou destaque na imprensa internacional por indicar a expansão do escândalo Master.
A inclusão do senador Jaques Wagner, do PT-BA, na nona fase da Operação Compliance Zero gerou repercussão em veículos de comunicação internacionais. As publicações apontaram que as investigações do caso Master se aproximam do círculo do presidente Lula, ampliando o alcance institucional do escândalo e seu potencial influência nas eleições de outubro.
A Polícia Federal suspeita que o senador tenha recebido um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões e propinas que somaram R$ 3,5 milhões, recebidos por meio de uma empresa ligada a um familiar. A assessoria do senador divulgou nota afirmando que ele não apoiou o Master e se mantém à disposição das autoridades.
A agência Reuters classificou o escândalo como uma “bola de neve” de corrupção que atinge diversos atores políticos. Além disso, veículos de comunicação estrangeiros mencionaram a relação entre o senador e o presidente, que inclui passagens por ministérios e o período em que Wagner governou a Bahia.

