A investigação do Banco Master, que envolve um político na 9ª fase da operação Compliance Zero, deve impactar o cenário eleitoral brasileiro, nivelando o debate entre direita e esquerda sobre corrupção, avalia Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group. O especialista afirma que os ataques mútuos durante a campanha podem levar o eleitor a concluir que ambos os lados são corruptos.
Garman pondera que, no curto prazo, o impacto na imagem do presidente Lula tende a ser menos danoso que o efeito sobre a imagem de Flávio Bolsonaro. Contudo, o cenário geral aponta para um “nivelamento por baixo” entre os campos políticos, segundo o diretor-executivo da Eurasia Group.
O campo oposicionista, incluindo Flávio Bolsonaro, usará as denúncias contra o líder do governo e o político investigado para associar o Banco Master ao governo. Em contrapartida, o lado do PT utilizará as denúncias e áudios para vincular o Banco Master à candidatura de Flávio Bolsonaro.
O especialista ressalta que a corrupção permanece como tema relevante para o eleitorado, sendo, junto com a segurança, uma das duas maiores preocupações nacionais. No entanto, ele avalia que o tema não gerará vantagem líquida para nenhum lado, pois o eleitor se perderá nos detalhes do ciclo investigativo intenso.

