Um esquema de revenda de drogas apreendidas na Paraíba levou à prisão de um delegado e dois investigadores da Polícia Civil na última terça-feira (2). As investigações apontam que um dos agentes recebeu mais de R$ 4 milhões em cinco anos, valor obtido com a comercialização de cocaína e crack.
As gravações obtidas mostram que os policiais envolvidos tratavam o comércio ilegal como atividade empresarial. Um dos investigados afirmou em áudio que “A Polícia paga uma merreca”, comparando o tráfico a qualquer outro negócio. A investigação, iniciada em maio de 2025 após denúncia de um traficante, concluiu que os entorpecentes retirados de criminosos não eram encaminhados integralmente aos procedimentos legais.
Os agentes negociavam com pelo menos quatro criminosos e protegiam foragidos, alertando-os sobre operações policiais. O Ministério Público e a Polícia Civil afirmam que os policiais atuavam como chefes de quadrilha com traficantes. Outros suspeitos incluem um investigador que foi homenageado pela Assembleia Legislativa e o delegado.
A operação, conduzida pelo Gaeco e pela Polícia Civil, prendeu nove pessoas. As defesas dos acusados negam irregularidades, alegando que o devido processo legal foi instaurado e que as acusações são infundadas.


