Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista aumentarão cinco vezes após a desestatização da Sabesp, segundo o Governo de São Paulo. O aporte anual por habitante passará de R$ 313,22 para R$ 979,89, totalizando R$ 8,1 bilhões entre 2026 e 2029 para resolver desafios de água e esgoto.
O aumento dos recursos reflete a ampliação de 120% nos investimentos da companhia. Antes da desestatização, a média anual de aportes na região era de R$ 400 milhões, entre 2017 e 2024. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que a desestatização permitiu ampliar a capacidade de investimento, reforçando a segurança hídrica e acelerando a universalização do saneamento.
O valor per capita na Baixada Santista, de R$ 979,89, supera a média nacional calculada pelo Instituto Trata Brasil em 2024, que foi de R$ 135,89. Entre as intervenções, a Travessia Santos–Guarujá, prevista para julho de 2026, reforçará o fornecimento de água para Vicente de Carvalho, no Guarujá, com acréscimo de 500 litros por segundo.
Outras obras incluem o Projeto Itatinga-Perequê, que visa ampliar o abastecimento do Guarujá e de Bertioga. A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, declarou que os recursos permitem tirar do papel obras estruturantes e expandir a coleta e tratamento de esgoto na região.

