A seleção masculina de futebol do Irã denunciou, neste sábado (6), um “tratamento discriminatório” por parte dos Estados Unidos. A acusação refere-se à recusa de vistos para diversos membros da comissão técnica e diretoria da equipe, dez dias antes da estreia no Mundial de 2026.
A denúncia foi feita pela embaixada iraniana na Turquia, que classificou as recusas como “o mais alto nível de discriminação intencional” contra o país. A declaração ocorreu após o embaixador dos EUA na Turquia anunciar que os jogadores e a “comissão técnica necessária” haviam obtido os vistos, informação confirmada pela Casa Branca na sexta-feira (5).
Segundo a agência de notícias Fars, mais de uma dúzia de integrantes das equipes de apoio médico e esportivo tiveram pedidos rejeitados, assim como o presidente da Federação Iraniana de Futebol. A restrição americana está ligada, em parte, a conexões com a Guarda Revolucionária Islâmica, ramo das forças armadas iranianas, conforme afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio.
Diante da incerteza sobre a documentação, a seleção iraniana transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México. A delegação deve chegar ao território mexicano no domingo (7), após passar pela Espanha. O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, comentou que competir em território considerado inimigo demonstra a busca do país pela paz.


