A Federação de Futebol do Irã acusou os Estados Unidos de adotar um “comportamento vingativo” ao negar vistos a 14 dirigentes e funcionários que acompanhariam a seleção iraniana na Copa do Mundo. Os pedidos foram recusados antes das partidas agendadas em Inglewood, na Califórnia, e em Seattle.
A entidade iraniana afirmou que as negativas de visto “efetivamente privaram a seleção iraniana da oportunidade de competir em condições de igualdade e em uma competição livre de discriminação”. A equipe se preparava para a Copa do Mundo em Antália, na Turquia, e havia recebido vistos da Embaixada do México em Antália para a viagem programada para este sábado (6).
Em resposta, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que a delegação iraniana seria monitorada de perto. Rubio disse: “Não temos problema com os atletas, como já afirmamos anteriormente, nem com sua equipe de apoio. Mas o que não vamos permitir é que incluam em sua delegação pessoas que sabemos não ter qualquer relação com o esporte e que possuam ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica ou algo dessa natureza. Portanto, vamos acompanhar isso muito de perto”.
O Irã, que está no Grupo G, enfrentará a Nova Zelândia em 15 de junho e a Bélgica em 21 de junho, ambas em Inglewood. A fase de grupos termina cinco dias depois, em Seattle. Caso ambas as seleções terminem em segundo lugar, EUA e Irã podem se enfrentar em 3 de julho, em Arlington, no Texas.


