O Irã acusou os Estados Unidos de responsabilidade direta pelas recentes violações do cessar-fogo no Oriente Médio e alertou para o risco de ampliação dos confrontos na região. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse que os contatos diplomáticos seguirão para alertar a comunidade internacional sobre a situação perigosa criada por EUA e Israel.
Baghaei afirmou que os acontecimentos recentes decorrem de violações da Carta das Nações Unidas por parte de Israel e dos EUA. O representante iraniano declarou que Teerã tem demonstrado “considerável moderação” apesar das alegadas quebras da trégua e argumentou que Washington é responsável por descumprimentos do cessar-fogo no Líbano. Segundo ele, declarações de autoridades americanas sobre ataques israelenses indicam que os EUA reconheciam um acordo mais amplo envolvendo a trégua libanesa.
O porta-voz iraniano também informou que os ativos financeiros bloqueados do país e eventuais indenizações por danos de guerra farão parte de qualquer negociação futura, declarando que “Não haverá tolerância nem complacência” na defesa desses direitos. Em paralelo, autoridades iranianas elevaram os avisos. O deputado Esmail Kowsari, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento, afirmou que, se o potencial do Eixo da Resistência for mobilizado, Israel “não terá capacidade de resistir”.
Uma fonte militar ouvida por agência indicou que o Irã está preparado para uma guerra prolongada contra Israel e para atingir interesses americanos na região. A fonte advertiu que Teerã elevará a pressão sobre Israel e que os EUA não poderão se eximir da responsabilidade pelas ações de seu aliado. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em entrevista a veículos de comunicação que não discutirá o tema.


