A seleção iraniana foi eliminada da Copa do Mundo, mas jogadores e a imprensa do país denunciaram condições desastrosas e injustiças políticas durante a competição. O capitão Mehdi Taremi afirmou que a FIFA falhou em resolver problemas, alegando que houve intenção de prejudicar a equipe.
O técnico Amir Ghalenoei reforçou a crítica, declarando que o Irã foi “a seleção mais oprimida de toda a Copa”. Ele mencionou restrições políticas que afetaram a delegação desde o início, incluindo a ausência de parte da comissão técnica por problemas de visto. Apesar de ter alcançado apenas três empates, o time saiu de campo com a sensação de que fatores externos pesaram mais que o desempenho em campo.
A mídia iraniana intensificou as críticas, publicando matérias que classificaram a eliminação como “injusta”. Os veículos de comunicação acusaram o empate entre Áustria e Argélia de ser “suspeito” e solicitaram uma investigação oficial da FIFA. Eles também denunciaram “tratamento discriminatório” por parte dos Estados Unidos, citando restrições de viagem e apoio logístico.
Os atletas apontaram dificuldades logísticas constantes, como controles migratórios e a impossibilidade de treinar nos Estados Unidos, além da necessidade de retornar a Tijuana, no México. A campanha iraniana, segundo os relatos, foi marcada por obstáculos burocráticos e políticos desde o sorteio, apesar de o time ter competido de igual para igual dentro de campo.

