O Irã exige a liberação de US$ 24 bilhões em ativos congelados para que o acordo de paz com os Estados Unidos avance, informou um conselheiro militar iraniano nesta sexta-feira (5). A exigência, feita por Mohsen Rezaei, indica que as negociações estão em impasse e dependem da aprovação do governo de Donald Trump.
Rezaei declarou que a decisão sobre a liberação dos fundos está nas mãos de Trump, alertando que os EUA entrariam em um “corredor escuro” caso retomassem os combates. O Irã propôs a liberação de US$ 12 bilhões em um estágio inicial, com os US$ 12 bilhões restantes em fase posterior. O conselheiro afirmou que a liberação dos ativos constitui um “teste de confiança” que o Irã deseja estabelecer com os Estados Unidos.
O conselheiro também advertiu que, se os EUA retomarem o conflito, o Irã arrastará a guerra para além do Golfo Pérsico. Ele mencionou a possibilidade de expandir operações militares para o Oceano Índico, o Estreito de Bab el-Mandeb, o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo. Rezaei rejeitou a perspectiva de um encontro entre Trump e o líder supremo iraniano, afirmando que “isso não acontecerá” enquanto as negociações estiverem paralisadas.
Além disso, Rezaei afirmou que o Irã e Omã detêm a soberania sobre o Estreito de Ormuz e administrarão a passagem em conjunto, cobrando uma taxa de manutenção. O conselheiro expressou dúvidas sobre a durabilidade de um acordo nuclear com Trump, citando a retirada anterior dos EUA do pacto de 2015.


