O Irã prometeu manter o controle sobre o Estreito de Ormuz e criticou as novas sanções da União Europeia (UE) impostas a indivíduos e entidades ligadas à busca iraniana por soberania sobre a passagem marítima. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, classificou a decisão do bloco como “uma manobra fraudulenta”.
O país afirmou que não atribui valor à manobra política da Europa e continuará a exercer direitos soberanos sobre o estreito. O tráfego comercial pelo canal, por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial, permanece reduzido em meio ao impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
Mohammad Bagher Ghalibaf, representante iraniano, declarou que o país transformará o bloqueio naval em mais uma derrota para os adversários. Ele disse que o bloqueio é um “crime de guerra e parte da conspiração do inimigo”.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval, introduzido em abril, permanecerá “em pleno vigor” até que um acordo de paz final seja alcançado. Um membro da equipe de negociação iraniana, Majid Shakeri, propôs que a reabertura do estreito sob gestão iraniana só ocorreria 30 dias após a remoção de ameaças dos EUA.

