O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, declarou nesta sexta-feira (26) que o Irã precisará de um sistema de verificação “muito avançado” após o fim de conflitos para assegurar que o país não desenvolva armas nucleares.
Grossi, em entrevista coletiva no Japão, explicou que o objetivo dos acordos de paz entre Estados Unidos e Irã é impedir o desenvolvimento de armamento nuclear. O diretor argentino afirmou que as intenções do governo iraniano, que nega o desejo de criar armas, não são suficientes, sendo necessária a implementação de um sistema de verificação avançado o mais rápido possível.
O organismo de vigilância atômica das Nações Unidas iniciou conversas com Teerã sobre o destino das reservas de urânio após o memorando de entendimento com Washington. Antes dos bombardeios de junho de 2025, a AIEA calculou que o Irã possuía 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, nível abaixo do necessário para produção de arma atômica, que é de 90%. O Irã rejeita o acesso dos inspetores aos locais bombardeados.
Embora o acordo entre Washington e Teerã sugira a diluição das reservas, Grossi mencionou alternativas técnicas, como a exportação direta do material. O Irã mantém a postura de defender o direito a um programa nuclear civil, apesar das alegações de que busca desenvolver armas.

