Israel alcançou o maior nível de controle sobre territórios fora de suas fronteiras em mais de 40 anos. Desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, o Exército israelense expandiu sua presença militar em áreas do Líbano, da Síria e da Faixa de Gaza, somando cerca de mil quilômetros quadrados sob seu domínio.
A ampliação territorial ocorre em um contexto de revisão da doutrina de segurança israelense, após o ataque que resultou em cerca de 1,2 mil mortos. O avanço militar coincide com superioridade bélica regional e apoio internacional limitado às ações israelenses. No sul do Líbano, tropas avançaram perto de Nabatiyeh, e cerca de 36 mil moradias foram destruídas, segundo dados citados em levantamento de veículos de comunicação.
Na Síria, Israel passou a controlar 235 quilômetros quadrados além das Colinas de Golã, aproveitando a instabilidade pós-dezembro de 2024. Em Gaza, o controle cresce gradualmente desde o cessar-fogo de 2024. O premier Benjamin Netanyahu declarou em março que o Exército mudou seu conceito de segurança, atacando e criando três zonas profundas de segurança em território inimigo.
A situação difere da trajetória anterior do país. Em 1982, Israel retirou-se do Sinai, e em 2000, encerrou a ocupação do sul do Líbano. A mudança de postura se intensificou após o ataque de 2023, com autoridades defendendo consequências territoriais para adversários de Israel.

