Israel realizou ataques no sul do Líbano na madrugada de sexta-feira, resultando na morte de pelo menos 16 pessoas. As Forças Armadas israelenses justificaram as ações como resposta a violações do cessar-fogo pelo Hezbollah. Paralelamente, a delegação iraniana adiou sua chegada à Suíça, local de negociações entre Washington e Teerã.
Israel afirmou ter atingido mais de 80 alvos do Hezbollah durante a noite, incluindo centros de comando e posições de lançamento. Militares israelenses declararam que dezenas de integrantes do grupo foram mortos nos ataques. Quatro soldados israelenses também morreram em combate no sul do Líbano, sendo as primeiras baixas desde a assinatura do acordo entre os Estados Unidos e o Irã.
O adiamento das conversas na Suíça ocorreu porque o Irã buscou impor sua interpretação do memorando de entendimento, que visa o fim imediato e permanente da guerra. A Casa Branca já havia antecipado o cancelamento da viagem do vice-presidente americano para o início das discussões. O acordo assinado na quarta-feira previa um prazo de 60 dias para negociações mais detalhadas e a diluição de estoques de urânio iraniano.
A escalada levou a França a pedir que Israel respeite os termos do entendimento. O ministro das Relações Exteriores francês declarou que os Estados Unidos devem exercer pressão sobre o governo israelense para garantir o cumprimento do acordo. O principal negociador iraniano afirmou que Teerã responderá a qualquer descumprimento do acordo, caso haja “má-fé, quebra de acordo ou exigências excessivas” por parte dos Estados Unidos.

