Israel declarou ter atacado mais de 80 alvos no Líbano e matado dezenas de membros do Hezbollah nesta sexta-feira (19). As Forças Armadas israelenses justificaram a ação como resposta às violações do cessar-fogo pelo grupo extremista, após quatro oficiais israelenses morrerem em combates no sul do país na quinta-feira (18).
Durante a noite, as Forças de Defesa de Israel atacaram centros de comando, terroristas e posições de infraestrutura terrorista nas regiões de Nabatieh e outras áreas do sul do Líbano. Segundo a comunicação oficial, os ataques ocorreram dentro e fora da Zona de Segurança, uma área demarcada a cerca de 10 quilômetros da fronteira israelense.
O governo de Benjamin Netanyahu afirmou que o objetivo da operação é “fortalecer a defesa dos residentes do norte de Israel”. Além disso, o Exército israelense reafirmou a missão de manter tropas no sul do Líbano para desmantelar a infraestrutura subterrânea construída pelo Hezbollah na área de Beaufort.
A ação militar ocorre em um momento de complexidade diplomática. Um acordo preliminar assinado entre Estados Unidos e Irã na quarta-feira (17) exige o fim dos combates no Líbano. Contudo, o primeiro-ministro israelense tem rejeitado apelos de autoridades norte-americanas para retirar tropas do território libanês.

