O Exército de Israel realizou um ataque aéreo no sábado contra supostos terroristas na região de Nabatieh, sul do Líbano. O ato ocorreu menos de um dia após os Estados Unidos anunciarem um acordo preliminar entre Israel e Líbano na sexta-feira, evidenciando a fragilidade do pacto.
Um porta-voz do exército israelense informou que o ataque visou “supostos terroristas que representavam uma ameaça aos soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI)”. O ataque, feito por drone, não teve vítimas ou danos confirmados no momento da notícia.
Na sexta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o acordo “começa a estabelecer um marco para uma paz e uma segurança duradouras” entre Israel e Líbano. Contudo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as Forças Armadas israelenses permanecerão no sul do Líbano até o desarmamento do Hezbollah.
Netanyahu explicou que as forças israelenses permitirão que o Exército libanês assuma o controle de duas zonas-piloto, localizadas ao sul e ao norte do rio Litani. Em sinal de desaprovação, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, condenou o acordo, classificando-o como “humilhante, vergonhoso e uma rendição de soberania”, e declarou que o grupo o considera nulo e sem efeito.

