O governo israelense aprovou o reconhecimento do genocídio armênio neste domingo (28), conforme anunciou o Ministério das Relações Exteriores. A decisão ocorre em meio a fortes tensões com a Turquia, que rejeita o uso do termo para os massacres do início do século XX. A medida, proposta pelo ministro Gideon Saar, ainda necessita de aprovação parlamentar.
A aprovação, que foi unânime, marca um movimento histórico para Israel, que vinha evitando o reconhecimento para preservar relações com a Turquia. O ministro Saar declarou que a ação era “um dever moral e um dever histórico”.
A Turquia, por sua vez, classificou o reconhecimento como uma decisão “política” para “encobrir seus próprios crimes”. O Ministério das Relações Exteriores turco afirmou que Israel busca encobrir atos próprios, citando o julgamento do país na Corte Internacional de Justiça por acusações de genocídio contra a população de Gaza.
O genocídio armênio, que envolveu massacres de uma estimativa de 600 mil a 1,5 milhão de pessoas, já é reconhecido por países como Uruguai, Estados Unidos, França e Alemanha. As relações entre Israel e Armênia haviam se deteriorado após a chancelaria armênia anunciar o reconhecimento do Estado palestino em junho de 2024.

