Israel não assinará o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, apesar da cooperação em ataques anteriores. Fontes israelenses relataram que o país pediu acesso à íntegra do acordo, mas teve o pedido negado pelos EUA. O conflito regional fortaleceu a posição de Teerã.
Agências de inteligência americanas indicam que as autoridades em Teerã se sentem empoderadas com os resultados do conflito. O Irã estaria considerando bloquear novamente o Estreito de Ormuz, visto que a região se mostrou uma arma mais poderosa que qualquer capacidade nuclear, segundo fontes com acesso aos relatórios.
O professor Carlos Frederico Coelho avaliou que o conflito gerou um redesenho estratégico favorável ao Irã. Ele afirmou que Teerã não negociará mais de uma posição de fraqueza. O memorando, que especula prever cobranças marítimas e devolução de fundos, seria uma “aventura absolutamente desastrada por parte do governo americano”, declarou o especialista.
Lourival Sant’Anna comentou que o desfecho do conflito fez Israel perder conquistas estratégicas desde outubro de 2023, enquanto o Irã ganha prestígio regional. O país mantém cerca de dois terços dos lançadores de mísseis intactos e metade da capacidade de estocagem de drones, além de retomar a produção de drones.

