O exército de Israel teria usado bomba de fósforo branco, uma substância química proibida, em áreas povoadas do Líbano durante combates contra o grupo Hezbollah. Evidências visuais confirmam o uso do composto químico em regiões habitadas, como em Nabatieh, no dia 30 de maio.
O fósforo branco queima ao contato com o ar e é difícil de apagar. Embora usado por exércitos para criar cortinas de fumaça, seu emprego contra civis viola leis internacionais. O governo do Líbano notificou a ONU sobre os impactos ambientais, citando mais de 600 incêndios no sul do país causados pelo composto.
Pesquisas indicam que as forças armadas israelenses utilizaram o fósforo branco mais de 200 vezes no Líbano após os ataques de 7 de outubro de 2023. Analistas de segurança afirmam que a substância é “barata, abundante e bastante eficaz naquilo a que se destina”.
Defensores dos direitos humanos criticaram o uso em áreas civis. As bombas de fósforo produzem chamas que aderem à pele, podendo causar queimaduras graves. O Protocolo III da Convenção sobre Certas Armas Convencionais proíbe atacar a população civil com armas incendiárias.

