O Itaú BBA reduziu suas estimativas para o Banco do Brasil, cortando a projeção de lucro líquido para 2026 de R$ 21,2 bilhões para R$ 18,4 bilhões. O ajuste reflete a crise no agronegócio, que pressiona a carteira rural do banco.
A redução de quase R$ 3 bilhões empurra a estimativa para o piso do próprio *guidance* revisado pelo BB, que varia entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões. O preço-alvo das ações foi ajustado de R$ 22 para R$ 21, mantendo a recomendação em linha com o mercado.
Analistas, incluindo Pedro Leduc e equipe, elevaram a projeção de custo de crédito do banco de R$ 61,1 bilhões para R$ 73,6 bilhões. Esse aumento ultrapassa o teto de R$ 70 bilhões estimado pelo próprio BB. A piora é atribuída à carteira rural, afetada pela concentração de vencimentos e pela dificuldade de pagamento dos produtores.
O relatório, divulgado no domingo (7), aponta que o ROE projetado para 2026 caiu de 10,6% para 9,3%, ficando abaixo do custo de capital do banco. Embora os juros altos tenham elevado a margem financeira para R$ 113,4 bilhões, esse valor não compensou o aumento das provisões.


