Um jogador canadense sofreu fratura grave na perna durante uma partida contra o Catar, após ser derrubado por um adversário no fim do jogo. A lesão, na tíbia, assustou o público e os presentes, mas o atleta deixou o gramado aparentando tranquilidade.
O técnico canadense, Jesse Marsch, informou à imprensa que foi possível ouvir o osso se partir durante o lance. O atleta foi levado ao hospital para preparação cirúrgica, enquanto o Canadá venceu o Catar por 6 a 0. Especialistas indicam que a aparente calma do jogador pode ter sido auxiliada pelo uso de um medicamento anestésico inalatório e pela adrenalina elevada.
O ortopedista Helio Okamura, da Associação Paranaense de Medicina do Exercício e Esporte (APrMEE), explicou que a tolerância individual à dor e a imobilização ajudam, mas ele acredita que o anestésico foi fundamental para a tranquilidade inicial. A fratura na tíbia, osso principal de sustentação, é considerada um trauma complexo no futebol.
O tratamento, segundo Daniel Figueiredo, geralmente é cirúrgico, utilizando hastes intramedulares para fixação. O processo de consolidação leva cerca de três meses, seguido de treinamento de três a seis meses. Assim, o retorno ao esporte pode ocorrer em aproximadamente nove meses, embora 20% dos casos não consigam retornar plenamente.

