Um desenhista gaúcho de 18 anos criou o esboço do uniforme amarelo da Seleção Brasileira após a derrota por 2×1 para o Uruguai no Maracanazo, em 16 de julho de 1950. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) lançou um concurso nacional para substituir a vestimenta branca, e o modelo de Aldyr Schlee foi selecionado.
A derrota no Maracanazo levou a CBD a buscar uma nova identidade visual para a equipe nacional. O concurso, realizado em parceria com um diário local, recebeu diversas propostas. Entre elas, o modelo de Aldyr Schlee se destacou por sua inovação para a época. O desenho previa uma camisa amarelo-ouro com punhos e gola verdes, calção azul-cobalto com listra branca e meias brancas com friso verde-amarelo.
O uniforme vencedor foi amplamente divulgado em 1954, quando as seleções se preparavam para o mundial na Suíça. A CBD confirmou que o modelo de Schlee seria estreado nas eliminatórias da Copa. O criador, que se tornou conhecido como o “pai da Amarelinha”, era também escritor, jornalista e professor.
Aldyr Schlee faleceu em 2018, aos 83 anos, em Pelotas. Segundo seu filho, as realizações literárias e acadêmicas do pai eram mais importantes para ele do que a criação da camiseta, embora este fato tenha marcado um momento crucial na história do esporte nacional.

