Jovens de 17 anos sem renda ou bens podem ser aprovados para empréstimos estudantis de até US$ 250 mil, pois os credores não exigem garantias. Essa prática contrasta com os critérios de financiamento imobiliário, onde renda e bens são avaliados. Especialistas apontam que essa facilidade cria um risco de endividamento insustentável.
A aprovação de grandes somas de dívida estudantil para estudantes sem histórico financeiro ocorre porque os empréstimos não possuem colateral. Diferentemente de um financiamento imobiliário, onde o imóvel serve como garantia e o credor pode reaver o valor em caso de inadimplência, os empréstimos estudantis não exigem verificação de renda ou bens do solicitante.
Em caso de calote, os empréstimos federais seguem o estudante por meio de desconto em folha de pagamento e sequestro de restituição de impostos, podendo sobreviver à falência. Especialistas afirmaram que essa situação transforma o caminho educacional em uma ‘armadilha’ para muitos jovens.
O fator que define se a dívida será um impulso ou uma restrição é o retorno sobre o investimento (ROI) do curso. Um empréstimo de US$ 250 mil gera resultados muito diferentes dependendo se o curso leva a uma profissão com alta remuneração, como engenharia ou enfermagem, ou a um emprego com crescimento salarial limitado.
Para evitar o endividamento excessivo, recomenda-se calcular o ROI antes de assinar qualquer documento de empréstimo, comparando o salário inicial projetado com o custo total da dívida.

