Jovens brasileiros estão revisando prioridades profissionais, focando em estabilidade financeira e segurança em vez da busca incessante por uma carreira perfeita. Dados de pesquisas mostram que, embora a carreira permaneça como principal sonho, a dificuldade em planejar o futuro impulsiona a cautela.
O levantamento do Instituto Locomotiva aponta que carreira é o principal desejo dos adolescentes brasileiros, citado por 30% dos entrevistados. Contudo, a mesma pesquisa revela que 54% desses jovens consideram difícil fazer planos para o futuro. Essa combinação sugere uma geração que sonha, mas enxerga o caminho com alta incerteza.
A mudança de foco também é observada entre profissionais já inseridos no mercado. Segundo o estudo da Deloitte, 55% dos profissionais da Geração Z e 52% dos millennials adiaram metas pessoais ou profissionais por motivos econômicos. Roberta Yoshida, sócia-líder da Deloitte, comentou que os jovens estão “optando por sequenciar a ambição, investindo em habilidades, estabilidade e bem-estar antes de se comprometer com caminhos que possam se mostrar insustentáveis”.
Além da economia, a tecnologia gera preocupação. Um estudo da Cratvs e Juntxs mostrou que 48% dos jovens acreditam que habilidades ligadas à inteligência artificial serão essenciais. No entanto, a confiança na IA caiu, e o entusiasmo tecnológico diminuiu, complicando o planejamento de longo prazo.

