O JPMorgan revisou as projeções do setor de construção residencial brasileiro e elevou a recomendação de Cury e Direcional para compra, enquanto rebaixou MRV para neutra. As ações de Direcional e Cury subiram no início da manhã, enquanto o banco reduziu os preços-alvo em média 11% para dezembro de 2026.
A preferência do banco de investimento concentra-se em incorporadoras voltadas ao segmento de baixa renda, como Tenda, Direcional e Cury. Essa concentração ocorre diante do cenário de juros elevados no Brasil, onde os múltiplos de preço sobre lucro (P/L) para 2026 ficam em torno de 6,5 vezes e para 2027 em 5,5 vezes, segundo o JPMorgan.
Para Cury, o JPMorgan estabeleceu preço-alvo de R$ 43,50, projetando valorização de cerca de 50% até dezembro de 2026. O banco destacou o valuation atrativo da empresa, com projeção de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 82% para 2026. Já Direcional foi elevada para compra, com potencial de valorização de 55%, sustentada por iniciativas em Belo Horizonte e no Nordeste.
Em contraste, a recomendação para MRV foi alterada para neutra, com preço-alvo de R$ 7. A mudança se deve à revisão para baixo das estimativas da subsidiária americana Resia, que deve registrar perdas adicionais. Apesar disso, o banco apontou que a ação negocia a apenas 4,1 vezes o lucro projetado para 2027.

