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Justiça

Juiz rejeita audiência virtual e usa referências culturais

Carla Fernandes
Última atualização: 7 de junho de 2026 19:01
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um juiz da Justiça do Trabalho de Minas Gerais determinou a realização de audiência presencial, rejeitando o modelo virtual. O magistrado utilizou referências à música popular brasileira, literatura e filosofia para justificar a decisão, que visa preservar a interação humana no processo.

O juiz Adriano Antonio Borges, da 2ª Vara do Trabalho de Itabira, iniciou o ato processual exigindo documento de identificação da parte autora e designando a audiência para julho. Em seguida, o despacho discorreu sobre a tecnologia e as relações humanas, criticando o distanciamento do Estado da população em formatos digitais.

O magistrado citou trechos de Arnaldo Antunes e Alice Ruiz, além de Fernando Pessoa, ao afirmar que pensar envolve refletir sobre “a empiria, o mundo da vida, o imponderável e os afetos”. Ele criticou o modelo digital, usando expressões como “escravidão cibernética” e “plataformização da consciência”, alegando que o Estado não pode se distanciar “presencialmente” do povo.

Borges declarou que há uma tentativa de transformar o juiz em “máquina de ler QR Code facial” e impedir o “cruzamento de almas no ambiente físico da audiência”. O juiz concluiu que, em referência à cidade de Itabira, não adota o modelo de juízo 100% digital em períodos normais, reforçando a importância do contato físico para a jurisdição.

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TAGGED:audiencia-virtualjustica-trabalhistaMinas Geraispresenca-fisicaprocesso judicialtecnologia-juridica
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