O Tribunal do Júri que julgava três policiais militares acusados de matar um empresário delator do PCC foi anulado após uma sequência de confrontos entre acusação e defesa. O caso, ocorrido em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi remarcado para 22 de fevereiro de 2027.
Os policiais militares Fernando Genauro, Juan Silva Rodrigues e Denis Martins respondem pela morte do empresário, que foi atingido por 27 disparos de fuzil ao desembarcar no aeroporto. O ataque também vitimou um motorista de aplicativo, que não tinha ligação com o caso, e deixou outras duas pessoas feridas. A investigação aponta que os três negam participação no assassinato.
Durante o processo, a defesa alegou que o inquérito era falho por não aprofundar a investigação sobre policiais civis denunciados pelo empresário. O Ministério Público afirmou que esses policiais civis foram investigados pela Polícia Federal, mas não foram encontradas ligações com o homicídio. A tensão aumentou quando um advogado ironizou o promotor, que rebateu: “O senhor conversa com bandido, eu converso com polícia”.
A anulação ocorreu após a saída da defesa. O Ministério Público solicitou a punição dos advogados, mas o juiz rejeitou o pedido, entendendo que a acusação havia imputado fraude a um dos defensores durante a sessão.

