A combinação de inflação persistente, juros elevados e tensões geopolíticas deve definir o comportamento dos mercados globais no segundo semestre. Marcelo Cabral, CEO da Stratton Capital, alertou para a necessidade de cautela de investidores e empresas brasileiras diante dos reflexos no dólar e nos ativos de risco.
Cabral afirmou que, apesar da queda inicial nos preços do petróleo após expectativa de acordo entre Estados Unidos e Irã, os efeitos inflacionários permanecem altos na economia americana. O especialista declarou que a volatilidade se manterá elevada até haver maior clareza sobre o cenário monetário e geopolítico.
O executivo previu que o dólar continuará forte em relação às principais moedas, e a tendência é que o real permaneça acima do patamar de cinco reais. Ele explicou que a taxa de câmbio é difícil de projetar por depender de fundamentos econômicos e fatores políticos.
Outro ponto de atenção é a gestão do Federal Reserve (Fed). A chegada de Kevin Warsh ao comando introduziu mudanças na comunicação da autoridade monetária, o que, segundo Cabral, aumenta as incertezas sobre a trajetória futura dos juros. O maior risco, ele comentou, é a possibilidade de novos aumentos se a inflação resistir.

