Os juros futuros fecharam a sessão de quinta-feira, 18 de junho, em alta firme, com maior força nos contratos de longo prazo. A reação ocorreu após o comunicado do Copom, que foi lido pelo mercado como dovish, mas gerou ceticismo sobre a convergência da inflação à meta de 3%.
A curva de juros local contrastou com quedas observadas nos rendimentos de Treasuries e petróleo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 registrou queda de 14,302% para 14,235%, enquanto o DI para janeiro de 2028 subiu para 14,700%, de 14,562%. As taxas a partir de 2029 abriram cerca de 20 pontos-base, refletindo a incerteza do mercado.
Especialistas apontaram o comunicado como fator central na formação da curva. Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, afirmou que o Copom comunica que a régua para a interrupção do ciclo de juros permanece elevada. Felipe Sichel, economista-chefe da Porto Asset, observa que o Banco Central passa a ideia da possibilidade de aceitar inflação acima da meta ao esticar o horizonte relevante.
Em pesquisas, 18 de 27 casas consultadas na Projeções Broadcast apostam em queda de 25 pontos da taxa básica em agosto. No entanto, a curva a termo mostra um cenário mais conservador, precificando 67% de probabilidade de manutenção da Selic em 14,38% no fim do ano.

