Os juros futuros registraram alta em todos os prazos nesta sexta-feira, refletindo a expectativa de um novo ciclo de alta da Taxa Selic. O ajuste ocorre diante de revisões para cima das projeções de inflação. Paralelamente, o dólar fechou em baixa, aos R$ 5,16, após acordo entre Estados Unidos e Irã.
Analistas apontam que o mercado prevê a redução da taxa básica na reunião de agosto, mas projeta a necessidade de alta da Selic até 15% no início do próximo ano. Segundo um economista da Rio Bravo Investimentos, o movimento de abertura da curva de juros nominais é potencializado pela visão de um Copom mais brando, com menor comprometimento com o controle inflacionário.
Apesar da incerteza, o mercado precifica que o Banco Central pode não controlar a inflação, forçando novas altas de juros no futuro, afirmou uma sócia-fundadora da Nord Investimentos. O Tesouro Prefixado com vencimento para 2029 subiu a 14,89%, e o título IPCA+ com vencimento em 2032 foi negociado a 8,47%.
O dia foi de estabilidade nos indicadores locais, influenciado pela menor liquidez global. O barril de petróleo fechou em leve alta de 0,9%, aos US$ 80,57. Um especialista da Mirae Asset declarou que a Ata e o Relatório de Política Monetária devem detalhar a dinâmica que o Banco Central enxerga.

