Um tribunal de Medellín proibiu o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de usar canais oficiais do governo para divulgar conteúdo político durante a reta final da eleição presidencial. A medida cautelar, que entrou em vigor poucos dias antes do segundo turno, determina que o chefe de Estado não utilize recursos públicos ou plataformas institucionais.
A decisão judicial visa impedir o uso do cargo para favorecer ou prejudicar candidatos na disputa. Os magistrados afirmaram que o presidente vinha desrespeitando uma determinação anterior do Conselho de Estado da Colômbia, órgão que já havia vetado manifestações eleitorais em favor ou contra partidos e candidatos.
A ação foi apresentada por um cidadão que alegou desequilíbrio na disputa e possível impacto na liberdade de escolha dos eleitores. O tribunal também citou episódios recentes nas redes sociais, como uma resposta do presidente a um artigo favorável a um adversário de aliado do chefe de Estado.
A proibição permanece válida até o encerramento da votação, às 16h do dia 21 de junho. Durante esse período, Petro também não poderá divulgar declarações sobre supostas fraudes eleitorais sem apresentar provas, conforme determinou a 29ª Vara do Trabalho de Medellín.

