A Justiça das Bahamas reconheceu a liquidação do Banco Master e autorizou um representante estrangeiro a atuar em nome da instituição e de outras empresas do grupo no país. A decisão, tomada pela Suprema Corte das Bahamas em 26 de maio, permite que a empresa responsável pela liquidação busque e administre ativos no exterior, dando alcance internacional ao processo conduzido no Brasil.
O reconhecimento judicial permite que a empresa responsável pela liquidação, a EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda., exerça poderes para acessar informações financeiras, buscar e recuperar ativos, e participar de processos judiciais em nome das empresas nas Bahamas. O tribunal afirmou que o reconhecimento segue regras de cooperação internacional em casos de insolvência, visando uma condução “justa e eficiente” do processo.
O caso envolve investigações no Brasil. Segundo os autos, há indícios de que o controlador do banco e outros envolvidos desviaram pelo menos US$ 1 bilhão em ativos. O desvio teria ocorrido por meio de operações como compra de ativos com valores inflados e concessão de crédito com garantias supervalorizadas. A intervenção do Banco Central do Brasil ocorreu após apurações sobre o uso de recursos de investidores e depositantes.
A linha do tempo do caso mostra que o Banco Central decretou a liquidação em novembro de 2025. A decisão das Bahamas confirma a compatibilidade dos procedimentos brasileiros com os requisitos legais locais, assegurando tratamento equitativo aos credores, inclusive aqueles fora do Brasil.

