A Suprema Corte das Bahamas reconheceu oficialmente o processo de liquidação do Banco Master, autorizando a atuação da empresa responsável no país caribenho. A decisão, assinada em 26 de maio, visa facilitar a identificação e recuperação de ativos vinculados ao grupo no exterior, ampliando a cooperação internacional em investigações de fraude financeira.
O reconhecimento ocorre meses após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro de 2025, após a Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Com a autorização, a EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda., liquidante nomeada pelo Banco Central, passa a atuar formalmente nas Bahamas.
Os poderes concedidos à liquidante incluem acesso a informações financeiras, representação perante autoridades locais e adoção de medidas para localizar e recuperar recursos. A medida dá alcance internacional ao processo brasileiro, permitindo que ativos identificados no exterior sejam incorporados à massa de liquidação para pagamento de credores.
Ao analisar o pedido, o magistrado citou investigações no Brasil envolvendo o controlador do banco, Daniel Vorcaro, e outros integrantes do grupo. Segundo o documento, há suspeitas de que pelo menos US$ 1 bilhão em ativos tenham sido desviados por meio de operações com valores inflados e financiamentos com garantias superavaliadas.


