A Justiça do Peru determinou o julgamento do candidato Roberto Sánchez, da coalizão de esquerda Juntos por el Perú, dois dias antes do segundo turno presidencial. A ação penal, que trata de financiamento de atividades partidárias entre 2018 e 2020, não impede a participação do político na votação marcada para domingo, 7.
O juiz Adolfo Farfán rejeitou os argumentos da defesa e prosseguiu com a ação penal. A acusação afirma que Sánchez não informou às autoridades eleitorais o recebimento de cerca de US$ 60 mil destinados a eventos políticos de seu grupo. Durante audiência por videoconferência, Farfán emitiu o auto de persecução penal, que autoriza o julgamento oral.
O Ministério Público solicitou a condenação do candidato a cinco anos e quatro meses de prisão, mas a defesa declarou que recorrerá da decisão. Sánchez enfrenta no segundo turno a candidata conservadora Keiko Fujimori, líder do Fuerza Popular. Pesquisas recentes do Instituto Ipsos indicaram um empate técnico entre os dois concorrentes, com Sánchez em 43,8% e Fujimori em 43,2% das intenções de voto.
A investigação foca em supostas irregularidades na prestação de contas de recursos. Sánchez nega as irregularidades e alega motivação política no processo. O político, que integrou o governo de Pedro Castillo, tem defendido mudanças constitucionais, embora tenha moderado seu discurso recentemente para atrair eleitores de centro.


