A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva de um coronel da Polícia Militar, réu pela morte de sua esposa e por fraude processual. A decisão, tomada após reexame obrigatório, confirmou que não houve mudança relevante no contexto do processo.
A magistrada Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro assinou a decisão, que avalia a necessidade de custódia a cada 90 dias, conforme o Código de Processo Penal. A fundamentação inicial da prisão preventiva permanece válida, considerando o avanço da ação penal e o início da fase de instrução, onde serão colhidos depoimentos de testemunhas e peritos.
O caso teve início em 18 de fevereiro, no bairro do Brás, quando a vítima foi atingida por um disparo na cabeça em sua residência. Inicialmente registrado como suicídio, o caso foi alterado para morte suspeita após inconsistências. Familiares relataram episódios de violência psicológica e controle por parte do policial.
A investigação ganhou novos elementos após a exumação do corpo da vítima, realizada em 6 de março. A perícia apontou lesões contundentes na face e na região cervical, compatíveis com agressões. Mensagens do celular do policial também foram analisadas, contendo ofensas e referências a controle no relacionamento.
O processo, que tramita na Justiça comum, está em fase decisiva. Audiências de instrução e julgamento estão marcadas entre 29 de junho e 3 de julho, etapa crucial para a formação do conjunto probatório que será analisado pelo Tribunal do Júri.

