A Justiça de São Paulo manteve a prisão de um vereador investigado por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão ocorreu após a audiência de custódia, e os investigadores apontam que o parlamentar controlava ocultamente a concessionária Transunião Transportes S.A.
A investigação apura que a empresa de ônibus, que opera na zona leste da capital paulista, teria sido usada para movimentar recursos da facção criminosa. Segundo os investigadores, um núcleo paralelo administrava a estrutura financeira da concessionária, destinando valores a integrantes do PCC.
As apurações tiveram início em 2020, com o inquérito sobre o assassinato do então presidente da Transunião. Nesse contexto, o Ministério Público e a Polícia Civil identificaram indícios de que a empresa recebeu recursos ilícitos, com o capital saltando de R$ 100 mil para R$ 50 milhões entre 2015 e 2019.
A decisão judicial que autorizou a operação também determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias dos envolvidos e da concessionária, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. O prefeito Ricardo Nunes determinou intervenção na Transunião para garantir a continuidade do serviço de transporte público.

