A eleição presidencial do Peru segue indefinida após 92% das urnas serem apuradas. Keiko Fujimori lidera a votação com 50,24% dos votos válidos, enquanto Roberto Sánchez soma 49,75%, segundo a autoridade eleitoral peruana. A pequena diferença mantém o cenário de empate técnico, e os resultados finais devem ser divulgados em dias.
A disputa entre os dois concorrentes é apertada, o que impede especialistas de declarar um vencedor antes do fim da apuração. A expectativa é que os resultados definitivos demorem alguns dias para serem conhecidos, pois votos pendentes provêm de regiões rurais e mais afastadas, áreas de forte apoio a Sánchez.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, avançou para o segundo turno após liderar a primeira fase da disputa. No primeiro turno, 35 postulantes competiram pela Presidência, um reflexo da crise de representação que afeta o sistema político peruano.
O contexto institucional do Peru é marcado por forte instabilidade. Nos últimos dez anos, o país teve nove presidentes diferentes, decorrente de sucessivas crises, renúncias e processos de impeachment. Cientistas políticos ligam essa instabilidade à fragilidade das instituições e à disputa entre o Poder Executivo e o Congresso.

