O lançamento da coleção Royal Pop, colaboração entre Swatch e Audemars Piguet (AP), gerou frenesi global, forçando o fechamento de lojas e exigindo intervenção policial em diversas cidades. A venda, iniciada em 16 de maio, atraiu multidões desordenadas, com relatos de confrontos no Reino Unido, França e outros locais.
A coleção, que oferecia oito modelos, foi impulsionada por uma campanha online de meses. Os relógios custavam US$ 448 (R$ 2,2 mil) por unidade nas vendas originais. Especialistas em varejo afirmaram que a divulgação do produto funcionou, aproveitando o interesse jovem por exclusividade. No entanto, a intensidade do interesse gerou problemas de segurança.
No Reino Unido, a Swatch fechou lojas após centenas de pessoas formarem filas, o que levou à chamada da polícia e a relatos de prisão. Em Paris, policiais utilizaram gás lacrimogêneo para controlar 300 pessoas fora de uma loja. A empresa, em nota, pediu que o público não se aglomerasse e fechou estabelecimentos por motivos de segurança.
Apesar da resposta ser classificada como “fenomenal” pela Swatch, que apontou problemas em apenas 20 das 220 lojas, críticos apontaram que a empresa cria situações perigosas. Enquanto alguns compradores revendem os relógios por valores altos, outros afirmam que o produto pode manter valor a longo prazo, gerando avaliações mistas sobre o item.


