A Latam reduziu sua oferta de voos em junho e julho, e prevê ajustes futuros, devido ao aumento dos custos do combustível. A empresa cortou cerca de 3% da operação prevista para julho, segundo o presidente-executivo, Jerome Cadier, que atribuiu a medida à alta do querosene de aviação pressionada pelo conflito envolvendo o Irã.
O aumento do preço do petróleo elevou os gastos das companhias aéreas globalmente. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) declarou que o querosene de aviação representa quase metade dos custos operacionais do setor, respondendo por cerca de 45% dos gastos.
Apesar da renovação de subsídios pelo governo no fim de maio, as empresas avaliam que o cenário internacional mantém a pressão sobre os custos. A Azul também anunciou cortes na malha aérea. O presidente da companhia, John Rodgerson, comentou que a empresa busca preservar caixa diante das incertezas geradas pela guerra.
O movimento de ajuste não se restringe ao Brasil. Companhias aéreas da Europa e da Ásia já iniciaram a redução de frequências e o reajuste de tarifas em função da alta do combustível causada pelo conflito no Oriente Médio.

