A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 deve ocorrer em agosto, após o recesso parlamentar, segundo consultoria do Senado. O adiamento ocorre devido ao acúmulo de temas na pauta e às dificuldades de um ano eleitoral. Além da LDO, 95 vetos presidenciais aguardam deliberação no Congresso Nacional.
Flávio Luz, chefe da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado (Conorf), afirmou que, embora a votação da LDO 2027 seja tecnicamente possível até julho, ela é improvável. O projeto, identificado como PLN 2/2026, foi enviado pelo governo em abril e estabelece um salário mínimo de pelo menos R$ 1.717 para o próximo ano.
A Comissão Mista de Orçamento, responsável pela análise inicial, foi instalada em junho com atraso. No segundo semestre, a comissão focará na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que o presidente deve enviar ao Parlamento até 31 de agosto. Entre os projetos do Executivo, o PLN 6/2026 abre crédito suplementar de R$ 543 milhões para segurança pública e meio ambiente.
Outros projetos em tramitação incluem o PLN 13/2026, que destina R$ 488,1 milhões para pagamentos de cotas ao Fonplata e ao BID-Invest, e o PLN 7/2026, que garante exceções orçamentárias para a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027. Luz avalia que alguns créditos adicionais podem ser apreciados antes do recesso.

