Quarenta e três lhamas apreendidas em um posto de fiscalização na BR-364, em Rio Branco, Acre, permanecem em abrigo provisório há 20 dias. Os animais aguardam decisão da Justiça Federal sobre o destino do rebanho, após avaliação clínica e sanitária determinada pelo Judiciário.
A ONG Patinha Carente cuida dos animais alojados em uma propriedade rural de Porto Acre. Segundo a presidente da ONG, os animais seguem em boas condições e recebem alimentação com soja, xerém e capim triturado. Os animais já foram vermifugados, mas a definição judicial é necessária para que outras medidas sanitárias sejam tomadas, como vacinação.
Uma decisão da Justiça Federal, tomada no fim de maio, exigiu que equipes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizassem uma avaliação do rebanho. O relatório deve detalhar o estado de saúde, a quantidade de exemplares vivos e eventuais necessidades sanitárias. A Justiça também proibiu o abate dos animais, exceto em casos autorizados.
Em outra movimentação, o caminhão usado no transporte foi entregue a um dos homens detidos na apreensão, que foi nomeado fiel depositário. A decisão judicial estabeleceu que essa nomeação não encerra a apreensão do veículo, que permanece vinculado ao processo criminal.


