A Liberty Media concluiu a reestruturação das dívidas da MotoGP nesta semana, reduzindo o passivo em mais de US$ 114 milhões. A operação diminuiu os encargos financeiros e melhorou as condições de pagamento da categoria de esporte a motor.
A organização utilizou recursos próprios para abater o valor total da dívida. O principal empréstimo, gerido em euros, foi reajustado de € 800 milhões para € 720 milhões, mantendo o vencimento para agosto de 2032. Paralelamente, a linha de crédito em dólares foi reduzida de US$ 231 milhões para US$ 209 milhões, com prazo final em agosto de 2030.
O acordo com os credores também alterou as condições de juros. A margem cobrada sobre o empréstimo em euros caiu de 2,50% para 2,25%. A Liberty Media afirmou que as obrigações renegociadas são de responsabilidade exclusiva da operação da MotoGP, isentando a empresa de atuar como fiadora.
Com os ajustes, a MotoGP opera com dívida principal na casa de US$ 1,03 bilhão, segundo o balanço do primeiro trimestre de 2026. A companhia mantém um nível de alavancagem de 4,6 vezes e possui cerca de US$ 72 milhões em caixa e investimentos líquidos.

