O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou que o senador é depositário da confiança do partido e terá sua inocência comprovada. A afirmação ocorre após a Polícia Federal deflagrar uma operação que teve o parlamentar como alvo, no contexto das investigações do Banco Master.
Apesar do apoio público de algumas lideranças, apurações indicaram que o clima interno é diferente. Fontes revelaram que Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o senador, não apenas para oferecer apoio, mas para solicitar explicações sobre a investigação. Outros petistas também fizeram questionamentos, sob reserva.
Um interlocutor próximo a Lula comentou que a tensão em torno do senador já existia devido a especulações sobre supostos pagamentos à nora do parlamentar. Esse líder afirmou que “ninguém vai acusar Jaques Wagner antes da hora” e que todos darão espaço para sua defesa.
Contudo, o mesmo líder fez uma distinção clara: se o caso envolver vantagens pessoais, ele se sentiria “totalmente desobrigado de fazer qualquer defesa de Jaques Wagner”. A ausência de afastamento imediato do senador após o contato com Lula sugere que houve uma decisão de aguardar o avanço das investigações.

