A vice-presidente de operações da divisão agrícola da Bayer para a América Latina, Lígia Izzo, afirmou que a liderança do futuro deve ser mais humana, menos hierárquica e focada em autonomia e inclusão. A executiva defende que modelos flexíveis empoderam quem está próximo do cliente e impulsionam a inovação corporativa.
Izzo disse que a liderança tradicional, marcada por controle excessivo, cede espaço a modelos que desburocratizam e valorizam os colaboradores mais próximos do consumidor. A executiva, que foi a primeira mulher a ocupar a vice-presidência de operações da divisão agrícola da Bayer na América Latina, comentou que a percepção sobre sua representatividade surgiu após conversa com uma estagiária.
Ela defendeu que a diversidade é condição para a inovação, pois empresas avançam quando pessoas distintas têm voz. Segundo a executiva, na Bayer Brasil, mulheres ocupam 60% dos cargos de liderança. Contudo, Izzo ressaltou que o debate deve incluir o acesso feminino a posições técnicas e industriais.
A executiva citou uma iniciativa da companhia em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, que capacita mulheres em vulnerabilidade. Três meses após o curso, mais de 30% das participantes estavam empregadas. Além disso, Izzo destacou a modernidade do agronegócio brasileiro, que é o segundo maior mercado da Bayer em Crop Science, atrás apenas dos Estados Unidos.

