O deputado federal Lindbergh Farias apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 26, para impedir que o ministro André Mendonça conduza a investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A redistribuição do caso para o gabinete de Mendonça ocorreu na quinta-feira, 25, por determinação do presidente do STF, Edson Fachin, seguindo o critério da prevenção. A Procuradoria-Geral da República defendeu a mudança de relatoria. No agravo regimental, Lindbergh Farias afirmou que Fachin não apresentou “elementos objetivos” que justifiquem a conexão entre os processos, pedindo que a Corte esclareça a relação concreta entre as apurações.
O petista solicita que o STF considere a ligação entre o caso Dark Horse e a ação sobre emendas parlamentares relatada por Flávio Dino. Segundo Lindbergh, as investigações envolvem a mesma rede de empresas e ONGs ligadas à produtora do filme, que estaria suspeita de receber recursos de emendas parlamentares e contratos públicos.
O deputado pediu que a apuração alcance o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Ele sustenta que Flávio teria negociado recursos com o banqueiro Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar o longa-metragem. Flávio Bolsonaro negou irregularidades, afirmando que buscou apenas patrocínio privado para a produção.

