O presidente Lula, que completará 12 anos na presidência até o fim de 2026, enfrenta o desafio da fadiga de material, fenômeno apontado por especialistas devido à sua extensa vida pública no Brasil. O petista é o terceiro governante com maior tempo no cargo, mas sua comunicação e imagem são alvo de análise sobre o desgaste político.
A longevidade de Lula reflete-se em uma trajetória política que abrange desde os anos 1980. Ele participou de sete das nove eleições presidenciais desde a redemocratização, em 1989. Segundo consultor de marketing eleitoral, crises acumuladas pelo PT, como o mensalão e a Lava Jato, somadas ao trabalho da oposição, contribuem para o desgaste. O consultor avalia que a esquerda tem dificuldade em ampliar a comunicação digital, mesmo defendendo pautas como a soberania nacional.
Outro especialista, Lucas Pimenta, relaciona a fadiga de Lula à visão anacrônica das relações de trabalho. Pimenta afirmou que o presidente tenta medidas populistas, mas isso não se reflete nos números de aprovação, pois ele estaria desconectado dos anseios da população. Pesquisa Datafolha mostra que 38% avaliam o governo negativamente, enquanto 32% o avaliam positivamente.
O presidente anunciou pacotes como o Desenrola 2.0 e o Gás do Povo, e busca aprovar o fim da escala 6×1, medida que beneficiaria 37 milhões de brasileiros, segundo o governo. Contudo, Pimenta comentou que a ausência de novidade se reflete no discurso do presidente, que tenta reavivar a lembrança dos dois primeiros mandatos. Além disso, a imagem do petista se desgasta com gafes que denotam inadequação aos novos tempos.


