O lucro global das empresas aéreas deve cair 49% em 2026 devido às tensões no Oriente Médio. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou os números em sua Assembleia Geral Anual no Rio, informando que os ganhos líquidos devem atingir US$ 23 bilhões.
O conflito, iniciado após ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã no fim de fevereiro, pressionou o preço do petróleo e restringiu rotas na região. Em 2025, o setor registrou US$ 45 bilhões em ganhos líquidos, mas a projeção para 2026 é de US$ 23 bilhões, uma redução de 49% em relação à estimativa anterior de US$ 41 bilhões.
O lucro por passageiro deve diminuir para US$ 4,50, quase metade dos US$ 9,10 do período anterior. Willie Walsh, diretor-geral da Iata, comentou que companhias aéreas do Golfo enfrentam incertezas operacionais, mas estão mantendo a conectividade apesar dos impactos financeiros.
A situação é mais grave no Oriente Médio, onde a Iata projeta prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões em 2026, após ter lucrado US$ 7,2 bilhões em 2025. Na América Latina, o lucro deve ser de US$ 1,2 bilhão em 2026, contra US$ 1,9 bilhão no ano anterior, segundo a organização.


