O lucro das companhias aéreas globais deve cair para US$ 23 bilhões em 2026, segundo a Iata, associação internacional do transporte aéreo. A previsão, divulgada no Rio de Janeiro, indica que o resultado será metade do lucro estimado para 2025, que foi de US$ 45 bilhões.
A redução no faturamento global deve-se aos efeitos da guerra no Irã e à alta no preço dos combustíveis, que subiu 70%, explicou Willie Walsh, diretor-geral da Iata. Walsh afirmou que, embora ajustes de preço e ganhos de eficiência compensem parte do custo, isso não será suficiente para manter a lucratividade do ano anterior.
A margem líquida de lucro deve cair para 2,0% em 2026, contra 3,9% previstos anteriormente. O lucro líquido por passageiro transportado deve ser de US$ 4,50, metade dos US$ 9,10 registrados em 2025. Apesar do cenário, a Iata prevê que o fator de ocupação das aeronaves continue em alta, atingindo 84% dos assentos disponíveis.
Na América Latina, as estimativas são mais severas. O lucro das companhias aéreas da região deve alcançar US$ 1,2 bilhão em 2026, o que representa uma queda de quase 37% em comparação com o ano passado. A entidade apontou que a demanda na América Latina é mais sensível, refletindo níveis de renda mais baixos.

