O lucro operacional das operadoras de planos de saúde caiu 20,4% no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 3,8 bilhões, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A queda ocorreu em comparação com os R$ 4,78 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O setor, contudo, manteve resultados positivos, com a maioria das entidades operando com lucro.
A ANS informou que, descontadas as receitas financeiras, o lucro operacional registrou a redução. Quando se incluem as receitas financeiras, o lucro total caiu 11,6%, passando de R$ 7,1 bilhões em 2025 para R$ 6,3 bilhões em 2026. O diretor de Normas e Habilitação das Operadoras, Jorge Aquino, disse que o setor apresenta estabilidade em relação ao ano anterior.
Em relação às operações, 77,7% das operadoras, totalizando 604 entidades, encerraram o trimestre com lucro, mantendo o patamar de 2025. O reajuste dos planos de saúde individuais foi de 5,11%, um percentual menor que o de 6,06% do ano passado, mas superior à inflação do período, que foi de 4,39%.
A sinistralidade, que mede o percentual da receita usado para cobrir despesas assistenciais, atingiu 81%, ficando acima dos 79,2% de 2025. A receita com aplicações financeiras, que ajudou a elevar o lucro em um cenário de juros elevados, somou R$ 140,5 bilhões em março de 2026, gerando um resultado financeiro de R$ 3,6 bilhões, o maior da série da ANS.

