O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram um cumprimento rápido na noite de terça-feira, 16, na França. O encontro ocorreu em Évian-les-Bains, durante a Cúpula do G7. Os líderes evitaram discutir as novas barreiras alfandegárias, tema que gera tensão diplomática entre Brasil e Washington.
A tensão diplomática foi agravada por um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O órgão norte-americano propôs a aplicação de uma taxa de 25% sobre mercadorias vindas do Brasil. A equipe do chefe da Casa Branca acusa o governo brasileiro de adotar medidas comerciais desleais que prejudicam corporações da América do Norte.
A investigação do USTR questionou diversos pontos, incluindo o funcionamento do sistema de pagamentos Pix, o rigor das políticas ambientais locais, as ferramentas de combate à corrupção e a proteção de patentes. O Palácio do Planalto considerou a punição inaceitável e manifestou discordância com o tratamento aplicado pelos norte-americanos.
Aproveitando as reuniões ampliadas do G7, Lula utilizou o fórum para criticar o protecionismo econômico praticado por potências ocidentais. Diplomatas do Itamaraty informaram que o presidente preparou discursos para condenar retaliações comerciais arbitrárias, sem citar o nome do mandatário dos EUA de forma direta.

