O presidente Lula, de 80 anos, enfrenta um fenômeno de fadiga de material em sua trajetória política, após completar 12 anos de governo até o fim de 2026. Ele é o terceiro governante que mais tempo permaneceu no poder no Brasil, e sua imagem é analisada por especialistas em comunicação.
A longevidade de Lula reflete uma extensa vida pública, que o coloca em posição de destaque histórico. Segundo dados, ele completará 12 anos na presidência, período equivalente a três mandatos. No panorama político brasileiro, ele perde para Dom Pedro 2º e Getúlio Vargas em tempo de permanência no cargo. O presidente, que está na vida pública desde os anos 1980, participou de sete das nove eleições presidenciais desde a redemocratização.
Consultores de marketing eleitoral apontam que o desgaste não se deve apenas ao tempo, mas a crises acumuladas pelo PT, como o mensalão e a Lava Jato, somadas ao trabalho da oposição. Lucas Pimenta, consultor de comunicação eleitoral, afirmou que a fadiga se relaciona à visão anacrônica das relações de trabalho, pois o presidente tenta medidas populistas desconectadas dos anseios da população atual.
Em termos de aprovação, pesquisa Datafolha indica que 38% avaliam o governo negativamente, enquanto 32% o avaliam positivamente. O presidente anunciou pacotes como Desenrola 2.0 e Gás do Povo, e busca aprovar o fim da escala 6×1, medida que o governo diz beneficiar 37 milhões de brasileiros. Contudo, especialistas apontam que o discurso do presidente carece de novidade.


